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Senador Irajá e deputado Vicentinho Júnior: jovens, mas com atitudes da política velha!

A nova política, a política da confiança e do respeito aos membros dos partidos nos municípios, com decisões pautadas pela democracia, ainda continua distante da realidade do Tocantins, infelizmente. Aqui continua prevalecendo a política mais arcaica e de origem feudal, em que os partidos têm proprietários.

Frequentemente se tem notícia de intervenção, dissolução de diretórios e destituição de comissões provisórias, condutas típicas de regimes antidemocráticos.

Isso, quase sempre, tem a única finalidade de colocar desejos pessoais acima de quaisquer interesses coletivos.

Ontem (9), o Diretório do MDB de Gurupi foi dissolvido e o presidente deposto. Foram realizadas duas votações na Executiva Estadual, até conseguir os votos necessários para decretar a intervenção. Uma piada no campo jurídico, mas uma prática corriqueira na política tocantinense.

Esses exemplos típicos da velha política estão presentes até na conduta dos jovens políticos, na ala da renovação, como o senador mais jovem do Brasil, Irajá – presidente do PSD no Tocantins -, e o deputado federal Vicentinho Júnior, presidente do PL.

VICENTINHO JÚNIOR

Em Araguaína, depois do PL fechar aliança para indicar o candidato a vice-prefeito de Wagner Rodrigues (Solidariedade), Vicentinho Júnior, agora, ameaça intervir na sigla e mudar a decisão.

Uma intervenção sem qualquer respaldo dos membros do partido na cidade. E mais: passando por cima do vereador Marcus Marcelo (PL), que, contrariando o grupo ligado ao prefeito Ronaldo Dimas, permaneceu no partido e apoiou o senador Vicentinho Alves, pai do deputado Vicentinho Júnior, nas candidaturas ao Governo e Senado em 2018. Um péssimo exemplo de companheirismo e reciprocidade.

E por que essa intervenção no PL de Araguaína? Para pressionar o Podemos, partido comandado por Dimas no Estado, a abrir mão da candidatura de Alan Barbiero em Palmas. Uma mistura de cidades, de realidades diferentes sem qualquer sentido.

Vicentinho Júnior, filho de Porto Nacional, quer ser candidato em Palmas, para onde transferiu o domicílio eleitoral (título de eleitor) recentemente, a cerca de um ano. É claro que a pretensão dele é legitima. O seu interesse em tentar atrair aliados também é legítimo. Mas isso se costura, se dialoga e não se faz na base da intervenção. Faz menos sentido ainda excluir seu próprio partido de uma chapa majoritária na segunda maior cidade do Estado, por puro capricho pessoal.

IRAJÁ

Agora, a outra ponta da história. Inconformado com apoio do Podemos ao prefeito Joaquim Maia (MDB) em Porto Nacional, Irajá também ameaça intervir no PSD em Araguaína, tirando o partido do grupo aliado a Dimas. De quebra, também cortou qualquer diálogo de possível aliança em Palmas com Alan Barbiero, do Podemos.

Lembrando que, na acirradíssima eleição ao Senado em 2018, o prefeito Dimas teve participação decisiva na vitória de Irajá.

Hoje o senador mais jovem do Brasil, com 37 anos, parece agir como um cacique da velha oligarquia política. O congressista quer a intervenção de Dimas no Podemos em Porto Nacional para manter a aliança de Araguaína. Quer que Dimas atropele os membros do Podemos na cidade. Quer a prática do autoritarismo partidário.

AUTONOMIA MUNICIPAL

A autonomia das decisões municipais precisa ser respeitada. Os partidos não são feudos e os filiados de cada cidade têm que poder definir os destinos das siglas, desde que não desrespeitem resoluções ou normas partidárias previamente conhecidas – o que obviamente não aconteceu nesses casos.

A política da força custa caro! E os ‘opressores’ pagam preços enormes lá na frente. Como confiar em alguém que desrespeita seus companheiros de partido?

Infelizmente, um péssimo exemplo, vindo daqueles que vivem da democracia, mas agem de forma antidemocrática, quando deveriam promover a renovação política.

Que dias mais democráticos cheguem nos partidos tocantinenses!

Fonte: AF Noticias