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Mais de 1.000 toneladas de lixo são retiradas da rede de esgoto em Palmas, Araguaína e Gurupi

Quatro em cada cinco casos de entupimentos e vazamentos nas tubulações de esgoto são provocados por descarte incorreto de lixo. Em 2022, a BRK, concessionária de água e esgoto de 47 cidades tocantinenses, retirou mais de 1.000 toneladas de lixo das redes coletoras de esgoto doméstico. Foram 700 toneladas em Palmas, 284 em Araguaína e 43 em Gurupi.

Fraldas, cabelo, sacos plásticos, fio dental, papel higiênico, absorventes e óleo de cozinha são os principais vilões das redes de coleta do esgoto. O acúmulo de lixo pode resultar no entupimento e extravasamento de redes coletoras e até no retorno de esgoto para dentro dos próprios imóveis.

A diretora de operações da BRK no Tocantins e Pará, Sandra Leal, diz que o apoio da população é fundamental para o uso correto das redes de esgoto. “Problemas no serviço de esgoto vão acontecer sempre que houver uso indevido do sistema de coleta de esgoto, como jogar lixo ou óleo em privadas, pias e ralos, ou direcionar água de chuva na rede de esgoto. Esses comportamentos não geram apenas transtornos como entupimentos, como também podem danificar as redes internas das residências e prejudicar o meio ambiente”, afirma.

Água de chuva

Além do lixo, o lançamento da água da chuva na rede de esgoto também é um dos principais causadores de prejuízos para o meio ambiente. “O volume que chega à estação de tratamento aumenta em mais de 70% nos dias de chuva, uma mostra simples de que não se trata de esgoto das residências, e sim de um volume grande de chuva que não deveria estar ali. Com isso o esgoto fica diluído e, além de impactar na eficiência do tratamento, essa ação também pode provocar extravasamentos nas próprias residências“, afirma Sandra. A engenheira reforça que a água da chuva deve ser direcionada para as galerias pluviais.

A empresa atua constantemente com ações de educação ambiental por meio de palestras em toda rede municipal e estadual de educação, além de realizar parcerias com órgãos municipais para ações de vistoria em imóveis, com objetivo de identificar e autuar ligações irregulares.

Os dados obtidos durante as vistorias são encaminhados aos órgãos de fiscalização. Caso constatada, a ligação irregular pode resultar em multa para o morador. Só em 2022, foram realizadas mais de cinco mil vistorias.

Fonte: AF Noticias