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Onda de arrombamentos e furtos de mercadorias preocupa feirantes da 304 Sul

 Nos últimos dias, os pontos de vendas da Feira da 304 Sul da Capital, principalmente os que trabalham com alimentação e bebida, foram alvos de arrombamentos e furtos. Segundo informou ao CT um feirante, que não quis se identificar, não é a primeira vez que ocorre esse tipo de problema no local. “A falta de segurança gera desconforto para quem convive com essa situação, já não é a primeira vez, pelo menos três feirantes já passaram por essa situação e alguns mais de uma vez”, relatou.

Geralmente, os furtos ocorrem no intervalo entre os dois dias que ocorrem as feiras e as grades de proteção não intimidam os criminosos. “A proteção é violada, cadeados rompidos, sempre no intervalo entre a feira de terça-feira com a de sexta-feira. Na terça os feirantes abastecem os pontos com produtos para serem vendidos durante o movimento, o que fica é comercializado na sexta-feira, mas para surpresa de muitos a mercadoria não está mais nas geladeiras e freezers, gerando prejuízo para quem investe e sobrevive dessa atividade”, contou.

De acordo com o feirante, não há segurança permanente na área interna do local. “A segurança feita pela Guarda Metropolitana e Polícia Militar acontece só durante o movimento, quando os feirantes vão embora, o lugar fica a disposição dos arrombadores”, disse.

Para evitar a ação dos bandidos, alguns comerciantes estão levando a mercadoria para casa e deixando a geladeira aberta, “como se tivesse avisando aos bandidos: ‘Aqui não tem nada para vocês roubarem’”, afirmou o feirante.

Prefeitura de Palmas
Em entrevista ao CT, nesta quinta-feira, 25, o diretor de Comercialização e Abastecimento da Prefeitura de Palmas, Ruidelmar Magalhães Fontoura, informou que um guarda faz a segurança do prédio público. Entretanto, ele alega que, conforme a legislação, a responsabilidade pelos equipamentos e produtos é dos próprios feirantes.

“Existe a Lei 1852 que fala que os feirantes são responsáveis pelos seus equipamentos e produtos. Então, no dia de feira eles têm que trazer e levar de volta para casa. A gente não pode ficar responsável pelos produtos deles porque a gente não dá conta. E o guarda é para olhar o patrimônio público, mas mesmo assim, quando o guarda vê [a ação dos bandidos] ele liga para a Polícia”.

O diretor afirma que na Capital há 806 feirantes licenciados. “Já pensou se a prefeitura ficar responsável pelo equipamento de todo mundo?”, indagou. “A gente não dá conta. Eu recomendo eles a levarem para casa”, sugeriu o gestor, ressaltando que já fez reuniões com os comerciantes para tratar desse problema.